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Nishidur

De IS Impérios Sagrados
Continente Nishidur

Reino das Quatro Pedras Sangrentas.[editar]

O Reino Glacial de Tazuhlkan[editar]

20 milênios, quando os ventos eram lâminas de gelo e os mares se fechavam em muralhas brancas, erguia-se no coração do continente Nishidur o império perdido de Tazuhlkan — conhecido entre os sábios como o Reino das Quatro Pedras Sangrentas.

Os Tazuhlkan eram um povo de guerreiros, sacerdotes e construtores, que dominaram vales inteiros cercados por geleiras e desertos congelados. Sua capital, Itzkalvar, erguia-se sobre um lago glacial e brilhava como cristal sob o sol frio, ladeada por pirâmides de gelo e obsidiana. As cidades-Estados eram governadas por clãs rivais, mas todos se curvavam diante do Huey-Tlatoani, o Senhor das Vozes, que reinava não como homem, mas como mediador entre os deuses gélidos e os mortais.

Quando um novo governante era escolhido, as tribos sujeitas testavam sua força em guerras sangrentas. Era tradição que cada coroação começasse com uma campanha militar, conhecida como Marcha do Gelo Vivo, onde milhares eram sacrificados nos templos e suas almas oferecidas a Xochtli-Tlaz, a Serpente da Geada, deusa que garantia que o frio nunca abandonasse Nishidur.

O Fim do Reino[editar]

O poder dos Tazuhlkan cresceu em meio ao gelo, mas também selou sua ruína. Seus rituais abriram fendas nos glaciares, libertando feras ancestrais aprisionadas desde a criação do mundo. Dizem que, quando o último Huey-Tlatoani tentou aprisionar a própria lua em obsidiana congelada, os deuses quebraram o reino em mil pedaços. As pirâmides afundaram no gelo, e Itzkalvar desapareceu sob tempestades perpétuas.

Mas o império não morreu totalmente. Seus ecos ainda caminham.

Heranças Vivas – Fauna e Flora Maldita[editar]

O gelo de Nishidur conserva não só pedras e ruínas, mas também ameaças que ainda respiram:

  • Mamutes de Sangue: bestas imensas, cujos olhos brilham como brasas, guardiões das rotas antigas de sacrifício.
  • Serpentes de Gelo: criaturas transparentes que deslizam sob as geleiras e podem engolir caravanas inteiras.
  • Corvos-de-Obsidiana: aves que repetem vozes humanas, usadas como espiões pelos antigos sacerdotes.
  • Flores da Geada Eterna: pétalas azuis que brotam dos corpos de guerreiros caídos e congelam até as almas.
  • Tigres Brancos de Ossos Expostos: predadores espectrais, que caçam apenas aqueles que portam armas de metal.

Os Clãs Sobreviventes[editar]

Embora Tazuhlkan tenha caído, muitos de seus descendentes ainda habitam Nishidur. Eles não se veem como sobreviventes, mas como herdeiros da vingança.

  • Os Clãs da Lua Fendida vivem em cavernas e acreditam que todo estrangeiro deve ser sacrificado para alimentar Xochtli-Tlaz.
  • Os Andarilhos da Pele de Gelo vagueiam cobertos com peles de mamutes mortos, acreditando que o sangue quente dos forasteiros prolonga sua vida.
  • Os Portadores da Chama Fria guardam fragmentos de runas antigas e podem conjurar fogo azul, um calor que não aquece, mas que corrói a carne.

O Perigo de Nishidur[editar]

O continente não é apenas um deserto glacial. Ele respira como uma fera adormecida. As ruínas de Itzkalvar ainda ecoam cânticos de sacrifício, e muitos exploradores afirmam ouvir tambores sob o gelo. Alguns até juram ter visto a sombra da Serpente da Geada atravessando os céus estrelados.

Pisar em Nishidur é aceitar o pacto silencioso dos mortos: o gelo não esquece, o gelo não perdoa.