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A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita

De IS Impérios Sagrados
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A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita

Antes de compreender quem é Kalien, é preciso compreender o próprio universo em que essa história acontece. A IS Impérios Sagrados nasceu de uma mesa de RPG iniciada em 1996 e jogada ininterruptamente desde então. RPG, abreviação de Role Playing Game, é um jogo de interpretação em que cada participante assume o papel de uma personagem e, juntamente com as demais pessoas da mesa, constrói uma narrativa coletiva. Diferentemente de um livro, em que a história já está escrita, ou de um filme, em que cada cena foi previamente definida, no RPG a narrativa nasce das escolhas de quem joga. Ao longo de quase três décadas, milhares de acontecimentos foram registrados nesse universo, dando origem a romances, suplementos, campanhas e ao próprio cenário oficial da IS. É nesse contexto que se desenvolve A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita, a principal campanha do Universo Impérios Sagrados.

O cenário da aventura é o planeta Asdem, um mundo de Alta Fantasia marcado por impérios, religiões, guerras e conflitos entre mortais, deuses e Forças Universais. Muito antes dos acontecimentos atuais, porém, existia um nome que provocava temor mesmo entre aqueles que transcendiam a própria mortalidade. Esse nome era Kalien. Primeiro dos elfos, fundador da Ordem dos Duldrons e autoproclamado "A Boa Luz", Kalien atravessou mundos inteiros conduzindo campanhas militares que remodelaram civilizações. Os registros preservados em Bellus, Arda e em fragmentos Hartari apontam sempre para o mesmo padrão: povos divididos, linhagens destruídas, impérios reorganizados e sociedades inteiras passando a acreditar que haviam escolhido livremente um caminho que, na verdade, lhes fora imposto por sua influência. Kalien não conquistava apenas territórios. Ele conquistava a própria forma como os povos pensavam.

Foi durante a antiga Guerra Vittae, há mais de cinco mil anos, que surgiu aquele que se tornaria seu maior estudioso. Amonsehat, herdeiro da Vastidão de Séth, filho do deus Arut e neto de Séth, dedicou aproximadamente um século inteiro a estudar Kalien. Ao lado de figuras como o imperador élfico Váldkór Ellendill, o Senhor dos Dragões Essarien Dragonon, o príncipe Baldtrans Constaziwi e Bruco, rei de Kandara, Amonsehat reuniu documentos, observou batalhas, comparou relatos provenientes de diferentes mundos e catalogou aquilo que acreditava serem apenas os primeiros níveis do poder de Kalien. Sua conclusão foi devastadora. Kalien não poderia ser morto pelos meios conhecidos. Em todos os seus cálculos, apenas uma possibilidade aparecia repetidamente: a união entre o Líder Supremo da Ordem Hartari e Váldkór Ellendill talvez fosse capaz de destruí-lo. Mesmo assim, Amonsehat jamais acreditou que isso realmente aconteceria. Se não era possível matá-lo, restava apenas uma alternativa: aprisioná-lo.

Foi então que Amonsehat iniciou o maior ritual de ocultismo já realizado na história conhecida. Durante anos reuniu sacerdotes, ocultistas, estudiosos da Fênix e mestres Hartari para construir uma prisão capaz de conter aquilo que não podia ser destruído. O ritual foi dividido em três grandes selos, vinculados diretamente ao sangue do próprio Amonsehat, tornando sua linhagem parte permanente da magia de petrificação. Ao final da Guerra Vittae, Kalien e todo o exército dos Duldrons foram petrificados. O segredo desse ritual permaneceu restrito a pouquíssimas pessoas e, justamente por causa desse silêncio, Amonsehat passou para a história como traidor do povo élfico, embora tivesse sido o responsável por impedir a destruição completa do mundo. Os séculos seguintes apagaram documentos, modificaram tradições e transformaram a Guerra Vittae em uma lembrança distante. O nome de Kalien tornou-se apenas uma antiga lenda, quase esquecida pelos povos de Asdem.

Cinco mil anos se passaram. Novos impérios nasceram, religiões mudaram e outras guerras passaram a dominar o mundo. Nesse período surgiu uma nova ameaça: Dárius Zoldar, deus e imperador do Império Dévus. Seu plano consistia em dominar simultaneamente as três grandes linhas temporais conhecidas do Universo IS. A guerra contra Dárius tornou-se tão grande que praticamente toda a atenção do mundo voltou-se para ela. Contudo, enquanto todos observavam Dárius, Amonsehat já enxergava outro perigo aproximando-se. Oculto entre os mortais havia milênios, sem jamais assumir o trono da Vastidão de Séth, Amonsehat reuniu secretamente James Relsin'd II, Daiha Darzen'd, Nefesh, Kephri, Adarun, Sekmet e diversas outras lendas. Utilizando a última Palantír, uma esfera capaz de romper as barreiras do tempo, trouxe de outra linha temporal Korlyng II, líder da Ordem Hartari, juntamente com seu pai, Korlyng Handel't I. Oficialmente, Korlyng seria utilizado apenas para derrotar Dárius. Secretamente, Amonsehat preparava o mundo para aquilo que havia lido nas estrelas: "A Sombra se movimenta". Essa sombra era Kalien.

Enquanto a guerra contra Dárius consumia o continente, outra conspiração acontecia em silêncio. Draco, descendente direto de Baldtrans Constaziwi e, consequentemente, da linhagem de Váldkór, descobriu que a petrificação criada por Amonsehat permanecia ligada ao sangue de sua família. Manipulado por informações que lhe chegaram através dos planos iniciados por Dárius Zoldar, Draco encontrou uma descendente de Amonsehat e utilizou seu sangue para romper parte da estrutura do ritual. Bastou uma pequena ruptura. Após cinco mil anos de prisão, Kalien despertou. E despertou juntamente com todo o exército dos Duldrons.

O retorno de Kalien não foi uma guerra convencional. Foi um colapso. Em poucos dias impérios caíram, reinos desapareceram, tribos foram destruídas, organizações secretas deixaram de existir e as maiores lendas do mundo morreram tentando compreender quem era aquele inimigo. Kalien iniciou sua campanha procurando aquilo que chamava de Luz dos Humanos, acreditando encontrá-la no Império de Zaurin. Em seguida voltou sua atenção para a secreta Dinastia de Tárion e, posteriormente, iniciou a perseguição contra Darkassan Dragonon, descendente de Essarien. O mundo simplesmente caiu de joelhos. Os sobreviventes fugiram, esconderam-se ou passaram a lutar apenas para permanecer vivos. A antiga ordem política de Asdem deixou de existir em questão de semanas.

Durante esse mesmo período, Amonsehat tomou sua última grande decisão. Utilizando o poder de um dos Três Sóis de Asdem, petrificou novamente a si mesmo juntamente com a capital da Vastidão de Séth, preservando seu povo até que existisse alguma esperança real de enfrentar Kalien. Cem anos mais tarde, quando os sobreviventes começaram lentamente a reorganizar a resistência, Korlyng enviou cartas convocando aqueles que ainda permaneciam vivos. A antiga Ordem Hartari começou a renascer. Amonsehat foi finalmente despetrificado. Entretanto, Kalien já havia descoberto como romper o ocultismo que antes o havia aprisionado. Pela primeira vez em mais de cinco mil anos, enfrentou diretamente Amonsehat. E venceu. O maior ocultista da história foi morto por Kalien.

É nesse cenário que começa A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita. O mundo já perdeu. Kalien continua vivo, continua governando, continua expandindo a Ordem dos Duldrons e continua acreditando que representa o verdadeiro equilíbrio do universo. Em resposta a isso surge a Aliança Maldita, uma união improvável entre sobreviventes, descendentes das antigas lendas, sacerdotes, estudiosos, guerreiros, representantes de diferentes impérios e membros reconstruídos da Ordem Hartari. Não se trata de uma organização criada para conquistar poder, mas para impedir a extinção definitiva da liberdade em Asdem. Seus integrantes carregam religiões, histórias e interesses muitas vezes incompatíveis entre si, porém compreendem uma verdade comum: nenhum povo enfrentará Kalien sozinho.

Tudo aquilo que foi realizado ao longo de cinco mil anos tornou-se insuficiente. Amonsehat demonstrou que era possível aprisioná-lo, mas morreu antes de encontrar uma forma definitiva de destruí-lo. Os Hartari preservaram fragmentos de um conhecimento que hoje se encontra incompleto. Váldkór desapareceu da história como uma lenda. Draco morreu pelas consequências de suas próprias escolhas. Dárius Zoldar foi derrotado, mas seu plano acabou desencadeando exatamente aquilo que jamais deveria ter acontecido: o retorno de Kalien. Agora resta apenas uma pergunta. Como derrotar um inimigo que sobreviveu a cinco mil anos de prisão, aprendeu com a própria derrota, matou o único homem capaz de aprisioná-lo e transformou o mundo inteiro em território conquistado? Essa é a pergunta que move A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita. Porque, pela primeira vez na história de Asdem, não basta salvar um reino. Será necessário descobrir como deter uma força que acredita ser o próprio destino do universo.

Kalien, A Boa Luz

Kalien é o eixo em torno do qual gira toda a campanha. Primeiro dos elfos e fundador da Ordem dos Duldrons, ele acredita que a força legitima o poder e que a paz somente pode existir quando todas as diferenças forem submetidas à sua vontade. Para ele, a igualdade não significa liberdade, mas uniformidade sob um único comando: o seu. Sua relação com praticamente todas as demais personagens nasce desse princípio, pois cada uma delas representa, de alguma forma, um obstáculo ou uma ferramenta para a concretização desse projeto.

Amonsehat, O Primogênito do Sol

Amonsehat foi o único homem que compreendeu a verdadeira dimensão do perigo representado por Kalien antes que fosse tarde demais. Durante aproximadamente cem anos estudou seus poderes, reuniu documentos de diferentes mundos e concluiu que Kalien não poderia ser morto pelos meios conhecidos. Ao perceber isso, abandonou a busca pela destruição e passou a dedicar toda sua existência ao desenvolvimento dos rituais capazes de aprisioná-lo. Foi o responsável pela petrificação de Kalien e de todo o exército dos Duldrons durante cinco mil anos. Séculos depois, após ser despetrificado, enfrentou novamente o antigo inimigo e acabou morto por ele. Entre ambos existe uma relação de oposição absoluta: Amonsehat representa o conhecimento, o ocultismo e a contenção; Kalien representa a expansão, a conquista e a corrupção.

Nefesh

Nefesh é o avô adotivo de Amonsehat e pai adotivo de Arut, além de uma das figuras espirituais mais antigas da história. Sua relação com Kalien nunca foi construída apenas no campo militar. Enquanto Kalien busca reorganizar o mundo pela força e pela submissão, Nefesh atua como guardião de antigas tradições e do equilíbrio espiritual entre mortais e deuses. Foi uma das personagens centrais na resistência durante a guerra contra Dárius Zoldar e também interferiu para impedir que Amonsehat e Korlyng se destruíssem mutuamente. Para Kalien, Nefesh representa uma autoridade espiritual que ainda pode unir povos contra a Ordem dos Duldrons.

Darkassan Dragonon

Darkassan é filho de Essarien Dragonon, o antigo Senhor dos Dragões e uma das cinco pessoas que conheciam integralmente o plano da petrificação. Após o retorno de Kalien, tornou-se um dos principais alvos da campanha dos Duldrons. Kalien compreende que a linhagem Dragonon preserva conhecimentos, alianças e símbolos ligados ao antigo mundo anterior à Guerra Vittae. Por isso inicia uma perseguição direta contra Darkassan, entendendo que sua eliminação enfraqueceria a memória da resistência.

Korlyng Handel't II

Korlyng II é o Líder Supremo da Ordem Hartari trazido de outra linha temporal por Amonsehat através da última Palantír. Segundo todos os estudos realizados por Amonsehat, apenas a união entre o Líder Hartari e Váldkór Ellendill apresentava alguma possibilidade real de destruir Kalien. Inicialmente Korlyng foi controlado mentalmente por Amonsehat para servir como arma contra Dárius Zoldar, mas acabou libertado por seu aprendiz, Elladam. Depois da guerra, tornou-se o principal responsável pela reconstrução da Ordem Hartari e, cem anos depois, passou a convocar sobreviventes para recuperar o mundo. Sua relação com Kalien é a de um antagonista inevitável. Enquanto Kalien representa a centralização absoluta do poder, Korlyng representa a preservação da liberdade dos povos. Nos acontecimentos mais recentes, contudo, sua trajetória aproxima-se perigosamente da de Amonsehat, assumindo gradativamente o peso, a responsabilidade e os sacrifícios que antes pertenciam ao Primogênito do Sol.

Bríar CantaSombras

Bríar integra a geração de sobreviventes que cresce já sob o domínio de Kalien. Sua história não é marcada pela antiga Guerra Vittae, mas pelas consequências diretas da conquista dos Duldrons. Sua relação com Kalien nasce da resistência ao novo regime imposto ao mundo. Em diferentes momentos da campanha participa da reorganização das forças que procuram recuperar territórios perdidos e reconstruir alianças destruídas pela expansão dos Duldrons.

Guntar

Guntar representa a resistência militar dos povos livres diante da nova ordem estabelecida por Kalien. Em um mundo onde grandes impérios foram destruídos e antigas hierarquias ruíram, sua atuação está ligada à reorganização de tropas, proteção de sobreviventes e manutenção de linhas defensivas contra os avanços dos Duldrons. Sua relação com Kalien é direta: combater um inimigo cuja superioridade militar obriga cada batalha a ser também uma luta pela sobrevivência.

Aalyah Caim Leli Lafar

Aalyah pertence ao grupo de personagens que enfrentam não apenas a guerra física, mas também os efeitos políticos, culturais e espirituais provocados pela influência de Kalien. Em uma campanha onde cidades inteiras abandonam suas identidades e povos passam a servir voluntariamente ao conquistador, Aalyah representa a tentativa de preservar memória, identidade e liberdade diante da corrupção progressiva causada pela Ordem dos Duldrons.

Eíra

Eíra integra a nova geração de protagonistas formada após a queda do mundo para Kalien. Sua relação com o líder dos Duldrons não nasce de rivalidades antigas, mas do fato de ter crescido em um universo já transformado por sua conquista. Ela representa aqueles que não conheceram o antigo equilíbrio de Asdem e cuja luta consiste em recuperar um mundo que lhes foi roubado antes mesmo de nascerem. Sua trajetória cruza diretamente com a reconstrução da Aliança Maldita e com o esforço coletivo para impedir que Kalien consolide definitivamente seu domínio sobre o planeta.

Illarin Laikar

Illarin Laikar é uma das personagens mais enigmáticas da atual cronologia do Universo IS Impérios Sagrados. Embora ainda não tenha aparecido nos romances publicados, sua atuação na campanha A Era dos Duldrons: A Aliança Maldita rapidamente o transformou em uma das peças centrais da narrativa. Diferentemente de outros estrategistas que constroem seus planos a partir da política ou da guerra, Illarin atua carregando um peso praticamente incompreensível para qualquer outro personagem: ele já viveu inúmeras linhas do tempo e testemunhou incontáveis versões da queda de Asdem.

Elladam Ardash Kondesh

Elladam talvez seja uma das figuras mais importantes da nova era. Discípulo de Korlyng Handel't I, foi quem rompeu o controle mental exercido por Amonsehat sobre Korlyng II durante a guerra contra Dárius. Posteriormente tornou-se um dos principais responsáveis pela reconstrução da Ordem Hartari. Foi também quem matou Draco, impedindo que novos desdobramentos de sua traição colocassem ainda mais poder nas mãos de Kalien. Em relação ao líder dos Duldrons, Elladam representa a continuidade da tradição Hartari e a esperança de que ainda exista alguém capaz de enfrentar um poder que Amonsehat acreditava ser praticamente invencível. Sua existência demonstra que, embora Kalien tenha vencido o mundo, a resistência ainda não foi completamente extinguida.